Tite lamenta ansiedade na estreia e questiona arbitragem: ”Lance foi claro”

O empate em 1 a 1 com a Suíça teve polêmica em relação ao uso do árbitro de vídeo (VAR). Ou melhor, à falta de uso da tecnologia. O gol suíço gerou discussão com reclamação dos jogadores de uma falta de Zuber sobre Miranda antes da cabeçada.

O técnico Tite procurou evitar usar o erro como justificativa para o resultado da Seleção em sua estreia na Copa do Mundo de 2018. Mas reforçou a visão do grupo sobre o lance capital do jogo.

Além do lance do gol da Suíça, ainda houve a reclamação de um possível pênalti na reta final do jogo. No entanto, nesse caso, Tite deixou margem para a interpretação da arbitragem.

Melhores momentos: Brasil 1 x 1 Suíça pela Copa do Mundo de 2018

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– Gostaria de estar respondendo outra pergunta de performance e desempenho. Até porque pode parecer desculpa pelo empate. Não tem que pressionar a arbitragem na hora. Tem gente para avaliar, não podemos ter uma equipe desequilibrada.

”O lance do Miranda foi muito claro. E não estou justificando o resultado. Muito claro. O lance do pênalti é passivo de interpretação. Mas o primeiro, não. Não dá para conceber alto nível dessa forma”, disse Tite.

O Brasil não tropeçava em uma estreia de Copa desde 1978, quando empatou com a Suécia porr 1 a 1. A delegação embarca para Sochi em voo fretado na madrugada de segunda-feira, na Rússia. O próximo treino está marcado para segunda, às 18h (horário local, 12h de Brasília).

Gol da Suíça! Zuber sobe, empurra Miranda e empata a partida aos 5 do 2º tempo

Gol da Suíça! Zuber sobe, empurra Miranda e empata a partida aos 5 do 2º tempo

Outros trechos da coletiva depois do empate com a Suíça:




Pressa demais

– Tivemos algumas partes que oscilaram. Até o gol, o volume foi forte. E depois retraimos demais, que não é o nosso normal. No intervalo, corrigimos alguns posicionamentos, tentamos ter uma saída mais adiantada. Mas, durante o jogo, a Suíça conseguiu ser melhor a partir do gol de empate.

Depois equilibramos de novo. E mantivemos um nível de Brasil, mas a ansiedade bateu forte. Apressamos demais o jogo. Quando apressa demais, o último movimento (finalização) fica impreciso. Foram 20 chutes, mas muitos para fora. Poderíamos ter feito o goleiro trabalhar mais’.

Ritmo da equipe

– Temos que focar em performance. Nesse momento de Copa do Mundo, tem que absorver o gol. Quando o adversário arrisca mais, temos que manter mais a posse de bola, a equipe elétrica, acesa, ligada. Às vezes, cadenciar o jogo, fazer o adversário correr. Nosso ritmo é intenso.




Essa seleção tem condição de produzir mais e de forma equilibrada. Ela sentiu emocionalmente o gol, os primeiros dez minutos depois dele. E depois vamos ter chance de decidir, como tivemos. As finalizações precisam ser mais precisas, mais frias. Claro que a minha expectativa era de vitória. Não estou feliz com o resultado.

Sem falha

– Aceito falar de todos os outros gols de cabeça que levamos, o de hoje não. Foi notório o empurrão. Não foi posicionamento, foi falta. Tomamos seis gols em 22 jogos. A bola parada na Copa beirou nesses primeiros jogos 45% dos gols. Mas desse gol não aceito a observação.

Substituições

– Casemiro levou o cartão. Não substituo só por isso. Mas dois ou três movimentos em seguida foram perigosos. E tenho um jogador de alto nível no banco como o Fernandinho. Renato é articulador, pensador, e Paulinho não estava em seu melhor dia. E teve a entrada do Firmino que, está muito bem, apesar da boa movimentação do Gabriel. Firmino está em momento de alta confiança. Os três entraram bem, na minha opinião.

Finalizações

– Talvez a falta de precisão de finalização tenha sido pela marcação. Mas algumas situações foram limpas e faltou precisão. Um pouco de ansiedade, primeiro jogo, vontade de vencer. No técnico também bateu isso. E essa pressão associada às duas coisas. Nós queremos jogar, queremos jogo. E a orientação é bater rápido a falta. Vamos continuar assim. Vamos tomar a falta e sair para o jogo. O Brasil propõe o jogo”.

Sem simulação

– Miranda me disse que talvez deveria ter caído após o empurrão para deixar a falta mais clara. Eu disse para ele: ”Não, ai caracterizaria simulação e eu não quero isso.

Por Alexandre Lozetti, Edgard Maciel de Sá e Tossiro Neto, Rostov-on-Don, Rússia