Temer nega boatos de que vá ‘destruir’ saúde e direitos trabalhistas

Temer dá posse a Grace Mendonça na chefia da Advocacia-Geral da União (Foto: Fernanda Calgaro / G1)

Temer dá posse a Grace Mendonça na chefia da Advocacia-Geral da União (Foto: Fernanda Calgaro / G1)

O presidente Michel Temer negou nesta quarta-feira (14) que seu governo tenha como “objetivo central destruir a saúde, a educação e o direito dos trabalhadores”. Ele “convocou” deputados e senadores para que “contestem aqueles que queiram vilipendiar os fatos”. Segundo ele, mudanças na jornada de trabalho ainda estão em estudo pelo governo.

Temer citou a polêmica envolvendo as declarações do ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, que afirmou ter intenção de oficializar uma carga horária diária de até 12 horas de trabalho. Atualmente a jornada é de oito horas por dia, na maioria dos casos.

Segundo o presidente, a proposta de ampliação da carga horária de trabalho deve passar pela aprovação de uma convenção coletiva, com representantes do governo, patrões e trabalhadores. Sem dar detalhes, ele falou até em redução do número de dias trabalhados.

“Quem sabe o trabalhador passe a trabalhar apenas quatro dias por semana e folgar três dias. Ou se quiser, pode trabalhar esses outros dias da maneira como bem entenda”, disse o presidente no Palácio do Planalto, logo após cerimônia ao lado do ministro da Saúde, Ricardo Barros, sobre liberação de R$ 1 bilhão para a saúde. Pouco depois, participou da posse da nova advogada-geral da União, Grace Mendonça.

Na opinião de Temer, a proposta “bombou” nas redes sociais de forma equivocada. “É muito desagradável que um governo seja tão estupidificado e tão idiota de que chega ao poder para restringir o direito de trabalhadores, acabar com saúde e acabar com a educação”, afirmou o presidente. “As redes sociais têm um poder extraordinário. É preciso combatê-los [os boatos], e eu vou combatê-los.”

Em vídeo públicado na manhã desta quarta-feira (14) no Twitter, o presidente disse que o governo não impedirá que o trabalhador saque seu saldo no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) em caso de demissão.

“De vez em quando se divulgou que quem tivesse perdido seu emprego por despedida injusta não poderia sacar os valores do FGTS. Não é verdade. Este é o primeiro esclarecimento que quero fazer. Não há nenhum pensamento a respeito dessa matéria no governo, ou seja, o fundo de garantia continuará a exercer seu papel, como vem exercendo ao longo do tempo.”

Gabriel Luiz

Do G1 DF

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