Rede Amazônica, afiliada da Rede Globo, completa 45 anos de fundação

Em meio a um cenário de incertezas, três jovens com uma ideia na cabeça e muita vontade de fazer acontecer, enxergaram potencial em uma região esquecida, banhada pelo maior rio do mundo. E, o que começou como uma agência de publicidade ganhou contornos inimagináveis, transformou-se na maior rede de comunicação de todo o Norte, a Rede Amazônica. A emissora celebra nesta sexta-feira (1º) 45 anos de fundação no Amazonas, com a meta de expansões na área de cobertura em alguns estados.

A história da empresa teve início no fim da década de 60, quando o empresário Joaquim Margarido, e os advogados por formação e jornalistas por paixão Phelippe Daou e Milton Cordeiro resolveram abrir uma agência de publicidade. Modesta, a “Amazonas Publicidade” ocupava duas salas em um prédio na avenida Eduardo Ribeiro, no Centro de Manaus.

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Dos altos da “Padaria Avenida”, o negócio foi conquistando contornos maiores. Os jovens acreditaram no potencial e a prestadora de serviço logo se transformou na empresa de Rádio TV do Amazonas LTDA. Logo, a participação na concorrência do Ministério das Comunicações rendeu a instalação de uma emissora de TV em Manaus, o canal 5.

Após vencer a concorrência, as duas salas ficaram pequenas demais para comportar os sonhos do trio. Com a genialidade do traçado do arquiteto Severiano Porto, a primeira sede da emissora foi construída na avenida Carvalho Leal no bairro Cachoeirinha, na Zona Sul de Manaus. E, o parque de transmissão foi instalado na Avenida André Araújo, no bairro Aleixo, Zona Centro-Sul de Manaus. Equipamentos foram trazidos dos Estados Unidos para transmitir imagens em cores e mão de obra local contratada.

Emissora Rede Amazônica (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)

Emissora Rede Amazônica (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)

Em 1972, o sonho saiu do papel e o colorido da floresta Amazônica invadiu a casa das pessoas. Algo inédito em todo o território nacional, onde emissoras dos grandes centros ainda transmitiam imagens em preto e branco.

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No início, o produto transmitido ainda limitava-se a programas da TV Record, Cultura, Fundação padre Anchieta, filmes, seguidos por shows, desenhos animados e esporte.

Mas, não demorou para surgirem jornais e programas de esporte, com assinatura local. E, claro, sem esquecer do espaço na grade voltado ao público infantil. “Titio Barbosa” e o boneco “Peteleco” ganharem o apreço do público em suas aparições ao vivo e em cores na programação da rede.

Inauguração da Rede Amazônica (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)

Inauguração da Rede Amazônica (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)

Na contramão das emissoras do sudeste e sul do país, a ideia dos jovens não era somente informar ou entreter, mas integrar. O grande desafio do trio era divulgar a Amazônia e reduzir as distâncias entre o ribeirinho que vive da pesca na calha do alto Rio Negro para o lado industrializado do país.

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No final da década de 70, outra licença foi concedida para a criação do Amazon Sat, canal temático voltado para as especificidades do povo e da floresta amazônica.

Em 1986, outro grande passo, com a afiliação a Rede Globo. Da sede em Manaus, o grupo expandiu para os estados de Rondônia, Acre, Roraima e Amapá, chegou também no interior dos estados, além de estar em Brasília.

Com o início dos anos 90, mais transformações em vista. Com a popularização dos sistemas de digitalização de áudio e vídeo, inovar – mais uma vez – era preciso. Em 2009, o 37º aniversário da TV Amazonas foi comemorado a inauguração do canal digital. As fitas e telex deram espaço a câmeras e ilhas digitais.

Hoje, a afiliada Rede Globo no Norte do país conta com o maior alcance da região, cobrindo aproximadamente 150 municípios dos estados de Roraima, Acre, Rondônia, Amapá, além do Amazonas. Ao longo de todos esses anos, o grupo vem se destacando por divulgar a Região Amazônica.

“Os fundadores sempre se ajudavam mutuamente para que a empresa sempre crescesse. A empresa veio em um momento que havia necessidade de se integrar a Amazônia por meio da comunicação e nós conseguimos fazer isso. Dr Phelippe teve esta visão de olhar para a Amazônia inteira e não somente para a capital, como outras emissoras fizeram. Esta é uma historia bonita de integração de toda essa região que era isolada e desligada do Brasil, a partir da visão destas três pessoas”, disse o filho de Joaquim Margarido, o jornalista Luis Margarido.

Após 44 anos de investimentos e a certeza de dever cumprido, em 2016, foi hora de descansar. Primeiro Joaquim Margarido, em 5 de outubro de 2016 partiu, seguido por Milton Cordeiro em 30 de outubro do mesmo ano. E, em dezembro de 2016, morreu Phellipe Daou.

Nesta sexta-feira (1º), são comemorados 45 anos de fundação da Rede. Mas, como tudo na vida, o sentimento de dever cumprido caminha ao lado da saudade.

“A saudade é grande, não tem como negar, mas eles gostariam que seguíssemos em frente, tocássemos os projetos deles para frente. Isto foi exposto pelo meu pai e é isso que estamos lutando para fazer. Não só seguir aquilo que eles nos aconselharam a fazer, mas ir além e surpreendê-los. Ate. Mas nunca perdendo a essência, só trazendo um pouco de juventude para o processo, e jamais perdendo seus valores e o foco”, disse Ceo da Rede Amazônica, Phelippe Junior.

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Mais Mudanças

Na era digital, a programação da rede deixou a tela da TV e saltou para as telinhas dos smartphones, tablets e computadores. Tudo em tempo real e com maior proximidade e participação dos telespectadores.

Presente em aproximadamente 150 municípios da Amazônia, a meta é expandir a cobertura para mais 30 locais e ampliação da cobertura digital em vários estados e emissoras.

“O aumento da nossa área de cobertura em alguns estados, onde a nossa cobertura ainda não é aquela que desejamos. Está previsto pelo menos 29 novas implantações e ativação de mais quatro emissoras em digital este ano. Em 2018, o processo de transmissão digital do Amazon Sat em pelos menos três capitais e em pelo menos 4 cidades”, disse o Ceo, da Rede Amazônica, Phelippe Junior.

Além de modernização de sites e consolidação das plataformas. “Há expansões previstas no G1, tem o Globo Play chegando. Ainda neste semestre, se Deus quiser, estaremos operando aqui no Amazonas”, acrescentou.

Entretanto, a maior mudança traçada para os próximos anos se confunde com que os fundadores sempre buscaram ao longo das últimas 4 décadas. Valorizar os profissionais da região buscar sempre a “Verdade, justiça e liberdade, isto não é negociável nunca”, conforme defendeu o fundador Phelippe Daou.

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Phelippe Daou Jr afirma que expansões mais 30 locais estão previstas (Foto: G1/AM)

Phelippe Daou Jr afirma que expansões mais 30 locais estão previstas (Foto: G1/AM)

“Diria que o mais importante é todo o trabalho que estamos fazendo junto as pessoas. Queremos integração total, gente motivada, criativa e criar ambiente criativo e feliz para que as pessoas possam dar o melhor de si e juntos conosco a chegarmos a nossos objetivos”, salientou Phelippe Junior.

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E, claro, perpetuar o compromisso com a verdade e a disciplina, pregadas por aqueles jovens que sonharam e vieram juntos. “O que mais marcou do meu pai com relação a TV, era a disciplina e vontade de mostrar o zelo pela profissão. Ele precisa ter na informação a veracidade e a preocupação de isso estar na mídia, de passarem a verdade era o mais importante para ele. Ele via todo tempo jornal, estava sempre atento. O compromisso com a verdade”, compartilhou a filha de Milton Cordeiro, Themis Cordeiro.

Do Portal G1