Projeto viaja 2 mil kms para entregar peruca a paciente com câncer

Na luta contra o câncer há 10 anos, a costureira Tatiana Calixto, de Fortaleza, no Ceará, ganhou um presente que percorreu dois mil quilômetros. Através do projeto “Casca de Cebola”, desenvolvido em Nova Friburgo, Região Serrana do Rio, a paciente recebeu uma peruca feita com fios naturais. A voluntária e cabeleireira Flávia Daudt foi pessoalmente fazer a entrega na última quarta-feira (27) e a emoção tomou conta das duas. “Isso aqui pra mim é muito, e seu carinho é mais ainda”, afirmou Tatiana, que entrou em contato com o projeto através da internet.

Tatiana se emocionou ao vestir a peruca pela primeira vez (Foto: Reprocução / Inter TV)
Tatiana se emocionou ao colocar a peruca pela primeira vez (Foto: Reprodução / Inter TV)

O objetivo do “Casca de Cebola” é ajudar pessoas como a Tatiana, que perdeu o cabelo devido ao tratamento contra o câncer, doença que já havia afetado a família.

“Meu filho nasceu com leucemia, e quando ele ficou recuperado, eu descobri que estava doente”, conta a costureira, que indiretamente recebeu a ajuda de nove mulheres, já que esta é a quantidade necessária de doadores para confeccionar uma peruca. De acordo com Lívia Ruiz, coordenadora do projeto, as nove mechas correspondem a aproximadamente 200 gramas.

Foi a primeira vez que o projeto foi tão longe, viajando dois mil quilômetros, e fez uma entrega fora do Estado do Rio. Há 10 meses a instituição doa perucas e a voluntária Flávia Daudt, que foi até Fortaleza, se emocionou junto com Tatiana. Ela explicou para a paciente como funciona:

“A prótese tem um caimento diferente do nosso cabelo, mas dá pra fazer de tudo. Pode tingir, cortar”, contou ela, que ainda fez ajustes na hora.

Sobre o projeto
O “Casca de Cebola” foi criado pela jornalista Lívia Ruiz no ano de 2014 e, desde então, mulheres e crianças que lutam contra o câncer ganham perucas feitas de cabelos naturais. Para doar, as mechas devem ser cortadas secas e devem ter, no mínimo, 20 centímetros de comprimento. Todos os tipos de cabelo são aceitos, com ou sem química, e as doadoras devem amarrar antes de cortar, fazendo a entrega em um saco plástico. No estoque, já são 30 próteses e quase 100 quilos de mechas.

Segundo Lívia Ruiz, coordenadora do “Casca de Cebola”, nem todas as doações que chegam podem ser aproveitadas. “Algumas chegam cortadas no tamanho errado, outras mofadas por foram enviadas molhadas, Então, esse envio também tem que ser muito correto para que a gente viabilize a costura”, disse.

A cabeleireira Flávia Daudt fez a entrega da prótese (Foto: Reprocução / Inter TV)
A cabeleireira Flávia Daudt fez a entrega da prótese (Foto: Reprodução / Inter TV)
Do Portal G1

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