Polícia Civil realiza reconstituição da morte da youtuber Isabelly, no litoral do Paraná

A Polícia Civil realiza a reconstituição da morte da modelo e youtuber Isabelly Cristine Santos nesta quinta-feira (22), na PR-412, entre os balneários Ipanema e Praia de Leste, em Pontal do Paraná, também no litoral do estado.




Três quadras ao redor da rodovia foram bloqueadas para realizar a ação que conta com a participação de cerca de 30 agentes.

Isa, como era conhecida, foi baleada por volta das 2h do dia 14 de fevereiro. Ela foi atingida um pouco acima do olho esquerdo. A adolescente, de 14 anos, estava no banco de trás de um veículo branco, junto com a mãe. Na frente, segundo a Polícia Civil, estavam um amigo e o pai do amigo, Herbert Luiz de Félix, que dirigia o veículo.

Os irmãos Everton e Clerverson Vargas são suspeitos de cometerem o crime. Eles estão presos desde o dia 14 de fevereiro.

No domingo (18), os irmãos foram transferidos da Delegacia de Ipanema, em Pontal do Paraná, para a Delegacia de Matinhos por questões preventivas de segurança a fim de evitar possíveis tumultos, conforme o delegado Miguel Stadler.

A reconstituição é realizada exatamente no lugar onde Isabelly foi baleada. Os agentes já realizaram os movimentos dos dois carros envolvidos.




A polícia espera esclarecer dúvidas que restam sobre o crime. Quer descobrir, principalmente, se os motoristas poderiam ter agido de outra forma e qual foi o momento exato que os disparos foram realizados.

Polícia Civil realiza a reconstituição da morte da youtuber morta em Pontal do Paraná (Foto: Augusto Klein/RPC)

Polícia Civil realiza a reconstituição da morte da youtuber morta em Pontal do Paraná (Foto: Augusto Klein/RPC)

Novo depoimento dos suspeitos

Os irmãos Everton e Cleverson Vargas, suspeitos da morte da modelo e youtuber Isabelly Cristine Santos, afirmaram nesta quarta-feira (21), durante depoimento à polícia, que beberam cerveja antes do crime.

Segundo a delegada Vanessa Alice, que interrogou os suspeitos, a polícia teve acesso à comandas dos irmãos, que estiveram em uma lanchonete no balneário de Santa Terezinha, em Pontal do Paraná, litoral do estado.




Em uma das comandas, conforme a polícia, foram marcadas sete cervejas consumidas, e na outra comanda, uma cerveja marcada.

Isabelly morreu após ser atingida por um tiro na cabeça. (Foto: Reprodução/Facebook)

Isabelly morreu após ser atingida por um tiro na cabeça. (Foto: Reprodução/Facebook)

Entenda o crime

Isa, como era conhecida, foi baleada por volta das 2h da quarta-feira (14), entre os balneários Ipanema e Praia de Leste, em Pontal do Paraná, no litoral do estado. Ela foi atingida um pouco acima do olho esquerdo.

A adolescente estava no banco de trás de um veículo branco, junto com a mãe. Na frente, segundo a Polícia Civil, estavam um amigo e o pai do amigo, Herbert Luiz de Félix, que dirigia o veículo.

Em depoimento à polícia, ele disse que foi fechado por um carro pouco antes do crime – o motirista contou que o carro dos irmãos estava na pista da esquerda e que deu sinal que viraria à direita. Segundo ele, os dois carros transitavam em baixa velocidade.

“Só que eu vi o pisca dele para virar para a direita e, para evitar que ele colidisse, eu joguei o carro para a direita. Perdi o controle do carro, o carro girou na frente dele. Só que ele virou à esquerda e continuou (…) Nesse girar do veículo, eu tive que retornar e girar de novo ele para voltar para Paranaguá”, contou Hebert Luiz de Felix.




Félix relatou ainda que, logo após a fechada, o carro parou a cerca de 60 metros e que um dos ocupantes do veículo, sem descer, efetuou três disparos contra o carro onde estava Isabelly.

A rodovia onde ocorreu o crime tem pista simples. Na região, é permitido parar na via para virar à esquerda. Por isso, os carros que vêm atrás ultrapassam pela direita.

Versão dos suspeitos

Segundo Everton, que confessou à Polícia Civil ter feito os disparos, ele e Cleverson tinham saído do balneário de Santa Terezinha e entraram à esquerda no sentido da casa deles, que fica no balneário Canoas.

“Quando a gente estava se deslocando pela BR, o veículo, em alta velocidade, passou pela direita e logo na frente fez uma manobra brusca, como se fosse um cavalo de pau. [Aí] a gente entrou pela direita no sentido da nossa casa. Quando nós entramos, aquele veículo retornou, de novo, e parou na esquina”, explicou o suspeito.

Everton disse que no veículo havia sete pessoas além dele, sendo que três são crianças. “O meu instinto foi de defesa. Simplesmente atirei pra cima, eu não mirei em algum lugar, nem nada.”

Cleverson contou a mesma versão do irmão. “Eu não tenho nem como pedir perdão porque não vão perdoar nunca a gente. Eu estou sentindo na pela isso. Eu tenho três filhos”, argumentou.

Cerca de 30 agentes participam da reconstituição do crime nesta quinta-feira (22), em Pontal do Paraná. (Foto: Augusto Klein/RPC)

Cerca de 30 agentes participam da reconstituição do crime nesta quinta-feira (22), em Pontal do Paraná. (Foto: Augusto Klein/RPC)

Por G1 PR e RPC