PF prende 8 suspeitos de exploração e venda ilegal de ouro, no PA

A Polícia Federal prendeu oito pessoas suspeitas de participar de um esquema de exploração e venda ilegal de ouro, no Pará. O garimpo foi encontrado em uma terra indígena.

Fotos tiradas por uma equipe da Funai mostram os sinais da devastação do garimpo ilegal. As águas do Rio Xingú viraram lama e as clareiras se espalharam, abrindo um caminho de devastação pelo verde da mata.

A Polícia Federal e a equipe da Funai sobrevoaram a área e verificaram que o centro da atividade garimpeira está em uma aldeia indígena em Ourilândia. De acordo com a delegada responsável pelo caso, os índios sabiam do garimpo e alguns líderes recebiam até R$ 30 mil cada um para permitir a extração ilegal do ouro.

A polícia prendeu oito pessoas. Na casa deles, foram apreendidos, além de carros, mais de R$ 200 mil em dinheiro, barras de ouro, equipamentos e produtos químicos usados na purificação do ouro extraído ilegalmente das terras dos índios Caiapós, em Ourilândia do Norte. “O coração da atividade garimpeira hoje, no sul do Pará, era essa aldeia”, afirmou Shirley Sitta, delegada da Polícia Federal.

De acordo com as investigações, eram extraídos 20Kg de ouro por semana do local. Isso representa uma movimentação de mais de R$ 10 milhões por mês.

Um dos presos é um empresário de São José do Rio Preto, em São Paulo. De acordo com as investigações, ele revendia o ouro do garimpo para joalheiros de várias partes do país.

A Funai disse que sabe da existência do garimpo ilegal desde os anos 1980, e que faz várias operações de combate à extração de ouro e de monitoramento ambiental da terra indígena.

Do Portal G1

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