PF desarticula esquema de desvio de dinheiro do Ministério do Esporte

A Polícia Federal desarticulou uma quadrilha que desviava dinheiro do Ministério do Esporte. Dinheiro que deveria ser usado para apoiar atletas com potencial olímpico. Mas tudo estava indo parar no bolso de dirigentes de confederações esportivas.

Oito mandandos de busca e apreensão foram cumpridos no Rio de Janeiro, além de quatro mandados de condução coercitiva. Os agentes da Polícia Federal também cumpriram mandados de condução em Belo Horizonte, Manaus e Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul.

Sérgio Borges, dono da empresa SB Marketing, que prestava serviços de assessoria, foi preso e o presidente da Confederação de Taekwondo, Carlos Fernandes, foi afastado do cargo. Os dois são acusados de fazer parte de uma quadrilha acusada de fraudar licitações e desviar recursos públicos cedidos pelo Ministério do Esporte a confederações esportivas por meio de convênios. Esse dinheiro deveria ser usado na preparação de atletas com potencial olímpico.

A operação da Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público Federal e a Controladoria Geral da União, foi chamada de Nemeus – uma alusão aos jogos disputados na Grécia. Durante a manhã, agentes fizeram diligências nas sedes da Confederação Brasileira de Tiro Esportivo, na Confederação Brasileira de Taekwondo e também em empresas ligadas as fraudes.

Segundo as investigações da PF, que começaram há mais de um ano, a quadrilha atuava fraudando licitações com uso de documentos falsos e fazia contratações e compras por preços muito acima do mercado.

Segundo o delegado responsável pelas investigações, a SB Marketing recebeu R$ 3 milhões para realizar serviço de assessoria administrativa em 14 convênios que receberam R$ 26 milhões do Ministério do Esporte. Os investigados vão responder por fraude à licitação, peculato – desvio de recursos públicos – além de formação de quadrilha e falsificação de documentos.

O Ministério do Esporte não está sendo investigado, e por meio de sua assessoria disse que apoia as investigações.

A Confederação Brasileira de Tiro Esportivo afirmou que está à disposição para esclarecer os fatos e ajudar as autoridades.

A equipe do Hora 1 também tentou contato com a Confederação Brasileira de Taekwondo, mas ainda não houve resposta.

Gabriela Ferreira/Hora 1

Rio de Janeiro, RJ

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