PF deflagra operação para combater tráfico internacional de drogas em RO

Após ser preso, o vereador foi conduzido até a Delegacia de Polícia Federal, em Guajará-Mirim, e depois transferido para Porto Velho. (Foto: Junior Freitas/G1)

Depois de preso, grupo criminoso será ouvido na sede da PF em Guajará-Mirim (Foto: Junior Freitas/G1)

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta terça-feira (12) a Operação Potência para combater o tráfico internacional de drogas nos estados de Rondônia, Maranhão e Pará. Estão sendo cumpridos 85 mandados judiciais. Destes, 35 são de prisão preventiva, 37 de busca e apreensão, cinco conduções coercitivas, que ocorre quando a pessoa é levada de forma obrigatória para prestar depoimento, e oito de suspensão de atividades empresariais. Em Rondônia, a PF cumpre mandados em Guajará-Mirim e Porto Velho. A operação está sendo realizada também nas cidades de Açailândia (MA) e Altamira (PA).

Segundo a PF, o grupo alvo da operação atuava em um sistema de ‘consórcio de drogas’, onde vários compradores se articulam para adquir cocaína de fornecedores de Guayaramerín, na Bolívia. No esquema, eles realizam a remessa única dos entorpecentes para o destino final.

Alguns integrantes do grupo criminoso moram em Guajará-Mirim e eram os responsáveis pela negociação, travessia e armazenamento da droga, além de construírem os disfarces nos veículos transportadores. O chefe do esquema respondia pelo apelido de ‘Potência’, o que justifica o nome da operação.

Os suspeitos utilizavam uma ilha no Rio Mamoré como ponto de apoio para trazer a droga para o Brasil. De lá, a cocaína era trazida para Porto Velho e depois transportada para as regiões de Açailândia (MA), Altamira e Belém (PA).

De acordo com a PF, durante as investigações foi constatado que os integrantes da organização criminosa movimentaram mais de R$ 4 milhões em contas bancárias próprias e de ‘laranjas’ provenientes do tráfico, além de utilizarem várias empresas de fachada para lavagem dos valores obtidos com o comércio ilegal.

As pessoas do grupo que forem presas na operação serão ouvidas na sede da PF em Guajará-Mirim. Em seguida, serão encaminhadas para presídios estaduais e responderão perante a Justiça pelos crimes de tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro, diz PF.

Do Portal G1

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