Permanece preso o Bombeiro que furtou caminhão, no DF

O bombeiro do Distrito Federal que roubou um caminhão da corporação em Ceilândia na madrugada deste domingo (3) – e foi interceptado a caminho do Congresso Nacional, após percorrer quase 30 quilômetros – é um militar com pelo menos dez anos de carreira. Com cargo de segundo sargento, ele tinha habilitação para conduzir o veículo.




Fabrício Marcos de Araújo pode pegar até 20 anos de prisão pelo caso. Segundo o governo, ele vai responder por quatro crimes previstos no Código Penal Militar. Apesar da atitude, ele não apresentava nenhum histórico de problema na instituição, afirmou o coronel Alan Araújo, porta-voz do Corpo de Bombeiros.

“É um militar com mais de dez anos de casa. Não apresentava nenhum problema anterior a esse. E todo procedimento, os dados, essa situação dele, vai ser tudo apurado no inquérito policial.”

Bombeiro do DF rouba viatura, dirige quase 30 km e é preso a caminho do Congresso

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Na tarde de domingo, a Justiça decidiu na audiência de custódia que o bombeiro deve permanecer detido. A prisão dele em flagrante foi convertida em preventiva, ou seja, por tempo indeterminado. Ele está detido no Núcleo de Custódia do Corpo de Bombeiros. CLIQUE AQUI para assistir o vídeo.

Apesar de considerar o fato de ele ser réu primário e ter bons antecedentes, o juiz Alessandro Marchio entendeu que o militar “colocou em perigo número indeterminado de pessoas ao trafegar em alta velocidade pelas vias do Distrito Federal”.

Caminhão ficou com os pneus furados e acabou atravessada na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (Foto: Arquivo pessoal)

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“Verifica-se, assim, que ele estava obstinado a atingir o seu intento, não sendo possível precisar quantas vidas inocentes ele poderia ceifar para fazê-lo.”

De acordo com o juiz, a prisão deve ser mantida para garantir a “ordem pública” e evitar que ele tente praticar o mesmo crime. O magistrado não aceitou o relatório psicológico da defesa alegando que o bombeiro não tinha condição de responder pelos atos. O advogado do militar disse que não iria comentar.

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Por Gabriel Luiz, G1 DF