Nesta sexta tem Uruguai e França, e Brasil e Bélgica, pelas quartas

Nesta sexta-feira, as 11:00 tem Uruguai e França pelas quartas de final da Copa da Rússia. As 15:00 horas, tudo indica que o confronto da Seleção Brasileira contra a Bélgica, válido pelas quartas de final da Copa do Mundo da Rússia, será o mais difícil, até o momento. As duas equipes têm feito boas campanhas e a leitura correta do jogo do adversário será fundamental para obter resultado positivo.

A Bélgica tem apresentado futebol vistoso, baseado na posse de bola e troca de passes para envolver os adversários. Prova disto, é que sua campanha na primeira fase da Copa apresentou 100% de aproveitamento. Possui elenco de qualidade, com jogadores experientes que atuam nas grandes ligas europeias.

A seleção belga está sendo considerada uma das sensações da Copa da Rússia, apesar de que no último jogo contra o Japão, acreditou em demasia no seu potencial técnico e não teve atuação coletivamente perfeita. Normalmente não se apresenta como um time reativo, ou seja, não é habitualmente acostumado a jogar fechado e apostar em contra-ataques.

A Seleção Japonesa optou por fazer marcação alta, isto é iniciou a pressão ainda no setor ofensivo e conseguiu neutralizar a Bélgica, que sem espaços para impor o seu estilo de jogo, foi obrigada, em alguns momentos, a fugir de sua característica, utilizando os chutões para fazer ligações entre os setores de defesa e de ataque.

Como o Japão estava compacto, ficou mais fácil dominar as ações da partida e com poucos passes conseguia criar chances de gol, quebrando a posse de bola belga. Apesar de que os times atualmente montados por Tite não tem característica de efetuar marcação alta, este poderá ser um trunfo contra a Seleção Belga, se bem utilizado.

Para o jogo contra a Bélgica será fundamental o equilíbrio entre os setores do time brasileiro, tanto na questão comportamental quanto taticamente. A estabilidade entre os volantes será imprescindível para manutenção da organização tática, uma vez que Fernandinho entrará no lugar de Casemiro, suspenso por cartões amarelos.




Para que Paulinho continue sendo liberado para participar das ações ofensivas, como acontece quando Casemiro está em campo, Fernandinho terá que adotar postura mais conservadora, não saindo tanto para o ataque, como é de seu estilo de jogo. Se o entrosamento dos volantes não for eficaz, podem surgir espaços no meio-campo e um dos gols da Bélgica contra o Japão surgiu de jogada semelhante.

Uma das características que ainda não está solidificada na Seleção Brasileira é a criatividade no meio-campo. Nos jogos das eliminatórias da Copa, a equipe de Tite era leve e ofensiva, mas esta característica ainda não foi atingida da mesma forma durante os jogos oficiais. E, como consequência a equipe não atinge o seu melhor coletivamente.

Não espero um jogo fácil contra a Bélgica. Se a Seleção Brasileira optar por abrir mão da posse de bola e jogar nos contra-ataques, poderá se complicar. Tite terá que encontrar esquema equilibrado para que a seleção não proporcione espaços na defesa e ao mesmo tempo seja ofensiva e segura.




A seleção Brasileira é uma equipe que está crescendo de produção a cada partida. Espero, assim como todos os brasileiros, que a atuação contra a Bélgica seja o mais equilibrada possível, para que a nossa Seleção tenha o merecimento de permanecer no Mundial.

Uruguai, França, Brasil e Bélgica entram em campo para dar início aos duelos das quartas. A bola rola a partir das 11h, ainda sem confirmação da presença de Cavani, e segue às 15h, com Neymar, Coutinho e companhia encarando a balada geração de Hazard e De Bruyne.

Uruguai x França
11h – Nizhny Novgorod
Quartas de final da Copa do Mundo

A França de Didier Deschamps está em alerta para a bola parada do Uruguai na Copa do Mundo: cinco dos sete gols saíram dessa maneira. Até a vitória por 2 a 1 sobre Portugal, nas oitavas de final, todos os gols haviam sido marcados assim.

– É um time muito bem organizado defensivamente, sofre poucos gols e também são fantásticos ofensivamente. Passam com velocidade da defesa para o ataque, têm jogadores que fazem bem o seu papel e são fantásticos. Temos que ter paciência e equilíbrio entre defesa e ataque, além de ter atenção na bola parada. Marcaram muitos gols assim – disse Deschamps.

A grande dúvida é sobre quem será o substituto do suspenso Matuidi. Tolisso, Lemar, Fekir e Dembélé são candidatos.

França vem com força máxima nas quartas (Foto: Marcelo Hazan)

França vem com força máxima nas quartas (Foto: Marcelo Hazan)

No Uruguai, o nome de Cavani concentra as atenções desde o início da semana. O herói da classificação sobre Portugal deixou o jogo com um edema na panturrilha esquerda e até esta quinta-feira não havia pisado no gramado do CT em Nizhny Novgorod. Bastou uma leve corrida e uma bola, no entanto, para reacender as esperanças celestes.

O técnico Óscar Tabárez teve a oportunidade de acabar com o mistério, mas preferiu manter o suspense. Se Cavani de fato não puder jogar, como se imagina, é provável que Stuani seja o seu substituto. O restante do time será o de sábado, com destaque para o meio-campo renovado com Nández (22 anos), Torreira (22), Vecino (26) e Bentancur (20).

Cavani é dúvida para Tabárez (Foto: EFE)

Cavani é dúvida para Tabárez (Foto: EFE)

Prováveis escalações:

  • Uruguai: Muslera, Cáceres, José Giménez, Godín e Laxalt; Vecino, Torreira e Nández; Bentancurt; Stuani (Cavani) e Luis Suárez.
    Técnico: Óscar Tabárez
    Dúvida: Cavani.
    Pendurados: Bentancur.
  • França: Lloris, Pavard, Varane, Umtiti e Lucas Hernández; Kanté, Pogba e Tolisso; Mbappé, Giroud e Griezmann.
    Técnico: Didier Deschamps.
    Desfalques: Matuidi (suspenso).
    Pendurados: Giroud, Pavard, Pogba e Tolisso.

Arbitragem:

  • Árbitro: Nestor Pitana (Argentina)
  • Auxiliar 1: Hernan Maidana (Argentina)
  • Auxiliar 2: Juan Pablo Belatti (Argentina)
  • Quarto árbitro: Alireza Faghani (Irã)

Transmissão: TV Globo e GloboEsporte.com (com Cleber Machado e Junior) e SporTV (com Luiz Carlos Jr, Lédio Carmona e Ricardinho). O site acompanha em Tempo Real.

Brasil x Bélgica
15h – Arena Kazan
Quartas de final da Copa do Mundo

O Brasil chega para o duelo contra a Bélgica com uma baixa: Danilo, recupera de um problema no quadril, sofreu uma lesão no ligamento do tornozelo esquerdo e está fora do Mundial. A notícia positiva é o retorno de Marcelo ao time titular – o jogador do Real Madrid está recuperado de dores nas costas.

Tite, como de costume, não fez mistério. Confirmou o time titular e apostou em um jogo de alto nível diante dos belgas. Para isso, conta com a solidez defensiva de Thiago Silva, Miranda e companhia, com ainda mais responsabilidade: Casemiro, cão de guarda no esquema do treinador, está suspenso – Fernandinho ganha a vaga.

Neymar é a grande esperança. O camisa 10 fez a melhor partida na Copa do Mundo diante do mexicanos, nas oitavas de final. Ao lado dele, Philippe Coutinho: com dois gols importantes no torneio, o meia do Barcelona carregou a Seleção na fase de grupos e é determinante na briga por uma vaga na semifinal.

Danilo está fora da Copa do Mundo (Foto: Reuters)

Danilo está fora da Copa do Mundo (Foto: Reuters)

A Bélgica levou um susto danado contra o Japão, nas oitavas de final. Perdia por 2 a 0 em idos do segundo tempo e teve que se desdobrar para virar o jogo – com o terceiro gol saindo aos 48 do segundo tempo. O sufoco deu os sinais definitivos de que o time comandado por Roberto Martínez é muito bom do meio para a frente, mas tem falhas defensivas. E como o Brasil não é o Japão, elas tendem a ser fatais caso se repitam nesta sexta-feira.

Daí a provável mudança no time, com a saída de um jogador ofensivo, Mertens, e a entrada de Fellaini, com maior capacidade de composição no meio-campo e mais forte na bola aérea.

Sinal de que a Bélgica, melhor ataque da Copa, vai mudar suas características e se fechar contra o Brasil? Martínez garante que não.

– Esperamos ver o talento. É uma grande arma de ambas as equipes. Nos baseamos no talento individual, no jogo de um contra um. Queremos jogar abertos, sem ser na retranca. Vamos defender, mas num jogo aberto – disse o treinador.

Lukaku, centroavante da Bélgica, em entrevista coletiva em Kazan (Foto: Reuters)

Lukaku, centroavante da Bélgica, em entrevista coletiva em Kazan (Foto: Reuters)

A Bélgica joga pela história. A atual geração, considerada a mais talentosa que o país já criou, tem a grande chance de chegar às semifinais, feito só alcançado em 1986, com campanha bastante inferior à atual (de 100% de aproveitamento).

– O jogo com o Brasil definirá nossa geração – resumiu o zagueiro Kompany.

Prováveis escalações:

  • Brasil: Alisson, Fagner, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Fernandinho; Paulinho, Philippe Coutinho, Willian e Neymar; Gabriel Jesus.
    Técnico: Tite
    Desfalques: Casemiro (suspenso) e Douglas Costa (lesionado).
    Pendurados: Filipe Luís, Neymar e Philippe Coutinho.
  • Bélgica: Courtois, Alderweireld, Kompany e Vertonghen; Meunier, Witsel, Fellaini, De Bruyne, Hazard e Carrasco; Lukaku.
    Técnico: Roberto Martínez
    Desfalques: Nenhum.
    Pendurados: De Bruyne, Dendoncker, Meunier, Tielemans e Vertonghen.

Arbitragem:

  • Árbitro: Milorad Mazic (Sérvia)
  • Auxiliar 1: Milovan Ristic (Sérvia)
  • Auxiliar 2: Dalibor Djurdjevic (Sérvia)
  • Quarto árbitro: Jair Marrufo (EUA)

Transmissão: TV Globo e GloboEsporte.com (com Galvão Bueno, Casagrande, Ronaldo e Arnaldo Cézar Coelho) e SporTV (com Milton Leite, Muricy Ramalho e Maurício Noriega). O site acompanha em Tempo Real.

Fonte:Globo Esporte