Morre o João Pedro, menino que tinha doença rara e esperava transplante,no PR

João Pedro completou três anos no domingo (28) (Foto: Avelita Barbosa da Silva/Arquivo pessoal)

João Pedro completou três anos no dia 28 de agosto (Foto: Avelita Barbosa da Silva/Arquivo pessoal)

João Pedro Silva, que havia completado três anos no fim de agosto, morreu na manhã desta terça-feira (13) em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), no Paraná. A informação foi confirmada ao G1 pela mãe do menino, Avelita Barbosa da Silva.

O menino sofria de Síndrome de Berdon – uma doença rara que provoca problemas no intestino, no estômago e na bexiga – e estava internado em estado grave Hospital Infantil Waldemar Monastier desde fevereiro deste ano.

Para ter mais chances de sobreviver, ele precisava de um transplante multivisceral – que é a substituição de vários órgãos ao mesmo tempo.

O transplante multivisceral é um procedimento complicado e ainda não há registro de casos bem-sucedidos em crianças no Brasil, segundo a família, que lutava na Justiça para que o governo federal bancasse o procedimento em Miami, nos Estados Unidos.

O custo da operação é de US$ 2,5 milhões. No entanto, o Ministério da Saúde acreditava que era possível, sim, realizar o transplante multivisceral em João sem sair do país, já que o Brasil tem profissionais capacitados.

João Pedro sofria de Síndrome de Berdon (Foto: Avelita Barbosa da Silva/Arquivo pessoal)
João Pedro sofria de Síndrome de Berdon (Foto: Avelita Barbosa da Silva/Arquivo pessoal)

Avaliação de especialistas
Em 15 de agosto, João foi avaliado pela médicos Helena Goldani, do Centro de Reabilitação Intestinal e Nutrição de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e João Seda, do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo.

A intenção da avaliação era verificar se o menino apresentava condições físicas de viajar até São Paulo. A juíza do caso, Soraia Tullio, foi quem determinou que a criança fosse encaminhada para especialistas na capital paulista.

A juíza determinou ainda que ele fosse levado para operar no exterior caso não fosse possível fazer a cirurgia em São Paulo. Mais uma vez, a viagem só seria possível se João apresentasse um estado de saúde considerável, analisado, novamente, por peritos.

Ainda conforme a juíza, independentemente do local em que a cirurgia fosse realizada, o procedimento deveria ser inteiramente bancado pelo governo federal.

O resultado oficial da avaliação não foi divulgado. À época, ao G1, a mãe de João comentou que ainda seriam necessários mais exames para saber se João poderia ir ou não a São Paulo.

Até a tarde desegunda-feira (12), o menino ainda passava por exames e esperava pelos resultados.

Alana Fonseca

Do G1 PR

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