Lollapalooza tem 2º dia com público mais empolgado, Pearl Jam, boas revelações e choro de Liniker

O sábado de Lollapalooza teve shows na média melhores e com plateia bem mais empolgada do que no dia anterior. De novo, o público oficial foi de 100 mil pessoas no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, com todos os ingressos esgotados.

O segundo dia de Lolla teve Pearl Jam cantando com Perry Farrel. Antes, Eddie Vedder puxou um “Parabéns pra você”, com a bolo e velinhas, cinco dias antes do aniversário do dono do festival.




Vedder falou português, distribuiu vinho aos fãs e se esforçou para entreter com aquele grunge com jeitinho de classic rock. Até na comparação entre headliners, Pearl Jam botou Red Hot no bolso.

Imagine Dragons (se voltarem ao Lolla, será como atração principal, escreve aí), Anderson Paak e David Byrne fizeram três dos melhores shows desta edição. Para os casais, rolou dose dupla de romantismo no Palco Axe, com Mano Brown e O Terno.

Quem não teve a mesma sorte foi Liniker, a cantora chorou ao ter sua apresentação encolhida após sofrer com problemas técnicos.

Pearl Jam: grunge virou classic rock

Além participação de Farrell, não tem muita novidade no show do Pearl Jam. Os caras confiam na execução e no poder nostálgico. O primeiro disco, “Ten”, foi lançado há um Kurt Cobain, 27 anos. E as músicas daquele álbum respondem pelos momentos mais entusiasmados. O lado fofo do vocalista se vê no esforço para falar português, cheio de sotaque e simulando alguma timidez. Leia mais.




Imagine Dragons: rock de arena bem feitinho

Imagine Dragons toca

Imagine Dragons toca “Radioactive” no palco Onix, no 2º dia de Lollapalooza

O Imagine Dragons provou ser a maior nova banda de rock em atividade. Dan Reynolds ainda é um bom frontman, regendo a plateia, usando a bandeira do Brasil como echarpe e fazendo celebrados discursos sobre EUA, depressão, amor… E a música? Bem, é rock de estádio que parece feito por um algoritmo. Leia mais.

Kygo: baladinha teen de Alok a Marvin Gaye

Kygo toca

Kygo toca “First time” no Lollapalooza 2018




Do alto de uma plataforma transformada em telão que habitou o palco Axe durante todo o dia, Kygo tinha a tarefa de finalizar os trabalhos no fundão do Lolla após o show impactante da banda Imagine Dragons no palco vizinho. E deu bom. A correria da molecada foi grande para não perder as primeiras músicas de Kygo, conhecido por dominar o tal do “tropical house”. Leia mais.

DJ Snake: batidão francês com requebrado

O francês do hit/meme “Turn down for what” mostrou sua EDM com requebrado, em show menos quadrado e sem o jogo de cena do encerramento da sexta no Palco Perry, o DJ Alok. O francês citou o batidão do funk carioca (com a boca mesmo), tocou outros hits e pôs o hino nacional de zoeira no fim. Leia mais.

The National: rock sombrio para fã de Pearl Jam dormir

The National toca

The National toca “Day I Die” no palco Budweiser, no 2º dia de Lollapalooza

O National fez o seu melhor no início da noite no palco principal. Ou seja: rock sombrio, fúnebre, para pensar sobre a morte e a impossibilidade do amor. Nada a ver com o clima festival/parque de diversão. Muitos fãs de Pearl Jam se sentaram no chão, mas o show foi salvo pelas guitarras: as partes de barulheira faziam o público dar uma acordada. Leia mais.

Mano Brown: baile disco de alta qualidade

Mano Brown: Flor do Gueto

Mano Brown: Flor do Gueto

Líder dos Racionais MCs, Mano Brown levou um baile disco para o Lolla e fez uma estreia dançante e romântica no festival. A missão é fazer “disco music” de alta qualidade e dar uma aula de suíngue pros novinhos. E o discurso de confronto? Fica pra outra hora. Brown até manda um salve pras comunidades e bairros que ficam em torno do Autódromo de Interlagos. Leia mais.

David Byrne: espetáculo deixou jovens com cara de ‘ahn?’

David Byrne toca

David Byrne toca “Burning Down the House”, no 2º dia do Lollapalooza 2018

Os mais novinhos que foram ao show de David Byrne, líder do Talking Heads entre 1975 e 1991, até que tiveram boa vontade para entender o que aquele senhor de 65 anos estava fazendo. Byrne é acompanhado por uma banda de 11 pessoas: dois vocais de apoio, tecladista, baixista, guitarrista e seis percussionistas. Todos tocam/cantam e dançam. Leia mais.

O Terno: românticos e tranquilões

O Terno toca

O Terno toca “Culpa” no Palco Axe no Lollapalooza 2018

Revelação do rock brasileiro dos últimos anos, a banda priorizou a parte mais romântica do repertório, para felicidade de alguns casais na plateia. A cor da roupa dos integrantes indicou o clima do show, cheio de amorzinho. Tranquilões, os músicos se esforçam para fazer a apresentação parecer uma reunião na sala da casa de um deles. Leia mais.

Anderson Paak: rap com alto astral e versatilidade

Anderson Paak toca

Anderson Paak toca “‘Till Its Over” no palco Budweiser, no 2º dia de Lollapalooza

Difícil lembrar um show tão alto astral na história do Lollapalooza SP. Anderson Paak mostrou seu talento múltiplo e carisma na tarde deste sábado. Ele fez rap e as partes mais melodiosas com versatilidade e tocou bateria ao mesmo tempo em várias músicas. Tudo com uma cara feliz que faz imaginar que se ele tivesse mais braços, tocaria mais uns três instrumentos. Leia mais.

Anderson Paak canta em seu show no segundo dia do Lollapalooza 2018 (Foto: Marcelo Brandt/G1)

Anderson Paak canta em seu show no segundo dia do Lollapalooza 2018 (Foto: Marcelo Brandt/G1)

Kaleo: voz rasgada, som meio genérico

Kaleo toca

Kaleo toca “All The Pretty Girls” no palco Onix, no 2º dia de Lollapalooza

O vocalista do Kaleo, JJ Julius Son, é islandês, mas nem parece. O visual é de surfista californiano: loiro, bronzeado, regata cavada e bíceps à mostra a cada riff. A voz rasgada (a exemplo da camiseta) é de bluesman do sul dos Estados Unidos. Com esses atributos e um som bem-intencionado, porém genérico, a banda islandesa agradou o público. lLeia mais

Liniker: problema técnico e show interrompido

Problemas técnicos interrompem show de Liniker e os Caramelows no 2º dia de Lollapalooza

Problemas técnicos interrompem show de Liniker e os Caramelows no 2º dia de Lollapalooza

A cantora Liniker se despediu chorando do público após seu show ser interrompido por um problema técnico. Durante a música “Zero”, o som sumiu e o público continuou em coro. Ela e sua banda voltaram para se despedir da plateia, que vaiou o festival. Em um vídeo gravado no camarim, a cantora disse que o PA (caixa de retorno) queimou. Leia mais.