Jovem que matou ex durante ato sexual é julgada nesta quinta(15), em RO

Vania Rocha (Foto: Facebook/ Vania Basílio Rocha)

Julgamento de Vania Basílio Rocha acontece nesta quinta, 15, em Vilhena (Foto: Facebook/ Vania Basílio Rocha)

O julgamento da jovem Vania Basílio Rocha, acusada de ter assassinado o ex-namorado a facadas durante o ato sexual, iniciou às 9h desta quinta-feira (15) em Vilhena (RO), a 700 quilômetros de Porto Velho. Segundo a Justiça, não serão ouvidas testemunhas do caso. Ao todo, 20 pessoas compõem o júri que vai decidir pela condenação ou absolvição da ré. Durante a leitura do crime ao júri pelo promotor, a jovem chorou.

Vania chegou ao Fórum local com aspecto abatido e foi ouvida pelo MP-RO e pela própria defesa. Ao ser questionada pelo órgão sobre o que teria ocorrido no dia do crime, a ré disse que os fatos ainda estão embaralhados em sua cabeça. A sessão teve reforço policial por conta da repercussão do caso.




Ela também contou que foi até a casa de Marcos Catanio Porto para uma despedida. Ao chegar à residência, ela conversou com o irmão do ex-namorado e depois foi para o quarto da vítima. Lá, Vania afirma ter encontrado a calcinha de outra mulher. Naquele momento, Marcos deitou na cama, ela tirou a blusa e jogou no rosto do rapaz e em seguida pegou a faca. Segundo ela, a vítima chegou a dizer: “você está louca guria”.

A ré relatou que deu o primeiro golpe de faca na clavícula do ex-namorado e depois na barriga, mas que não se lembra do resto da sequência dos fatos. Vania disse que desconfiava que o ex-namorada a traía e que já tinha surpreendido Marcos com outra mulher.

Vânia chegou ao IML de Vilhena, RO, maquiada (Foto: Eliete Marques/G1)
Vania diz durante depoimento que andava armada por questões de segurança. (Foto: Eliete Marques/G1)

Sobre a faca que carregava na bolsa, a ré contou que andava com um objeto cortante por questões de segurança e que naquele dia não havia encontrado o canivete que andava consigo como de costume, e, por isso, pegou uma faca de cozinha e colocou na bolsa.

O julgamento está sendo realizado com reforço policial. Ao todo, dez militares estão dentro do Fórum para garantir a segurança da ré, dos jurados, defesa, juíza, promotor e público presente, conforme solicitação da 1ª Vara Criminal da cidade. Além de viaturas que estão do lado de fora do prédio.

A mãe de Vania e mais quatro pessoas da família acompanham o julgamento nesta manhã emVilhena. Também estão presentes o irmão da vítima e mais dois amigos. Demais familiares de Marcos não compareceram, pois moram em outro município.

No mês de agosto, a defesa da acusada pediu que o júri de Vania fosse feito em outra cidade, por temer possível “imparcialidade” da parte dos jurados. No entando, a Justiça decidiu manter a data do julgamento para esta quinta-feira, em Vilhena, como já havia sido designado.




Entenda o caso
Hora depois de ser presa, em dezembro de 2015, Vania deu uma entrevista ao G1 e confessou o crime. Segundo Vania, no dia 30 de dezembro ela ligou para Marcos alegando que queria se despedir, pois iria embora para outro estado. Ela então colocou uma faca de cozinha dentro da bolsa e foi para a casa da vítima, que havia aceitado receber a visita. O casal foi para o quarto e, durante as preliminares sexuais, esfaqueou o ex-namorado.

“Eu tapei o olho dele. Aí peguei a faca e meti nele. Ele reagiu e veio para cima de mim e eu fui para cima dele também. Eu enforquei ele e aí comecei a meter [facadas] em outras partes do corpo dele. Daí, ele gritou socorro e a porta estava trancada. O irmão dele quebrou a janela. Quando o irmão dele entrou, ele já estava quase morrendo. Fiquei olhando olho no olho até ele morrer”, narrou Vania




Laudo da vítima
O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que Marcos levou 11 facadas, sendo no pescoço, abdômen, braços, mão e pernas. Segundo um croqui divulgado pela Polícia Civil, a perfuração de faca no pescoço foi  que motivou a morte do rapaz.

Psicopatia
Em maio deste ano, Vania foi diagnosticada com sociopatia, com base nos laudos médicos.  Mesmo com o resultado, o TJ-RO diz que Vania não pode ser isenta de responder por seus atos judicialmente, pois “apresentou plena capacidade de entender o caráter criminoso do fato”. Vania também deverá fazer acompanhamento psiquiátrico por recomendação médica.

Aline Lopes e Giseli Buscariollo

Do G1 Vilhena e Cone Sul

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