Hino Nacional é adaptado para a Olimpíada e confunde público

Em competições esportivas, normalmente a gente ouve apenas a primeira parte do Hino Nacional, mas nesta Olímpiada o hino diminuiu de tamanho e tem confundido atletas e torcedores.

A Marta, do futebol feminino, já percebeu. A torcida também já notou que tem alguma coisa diferente. No basquete feminino também: a Kelly ficou confusa.

Mas o que está acontecendo com o hino na Olimpíada do Rio?

“O hino ficou menor, ele corta na metade e aí vai pro final, e a gente se perde. Fica uma coisa meio doida”, diz um torcedor.

“Eles cortaram o hino. Eles juntam a primeira parte com a segunda para encurtar”, afirma outro torcedor.

“Ficou estranho. O pessoal estava cantando e, de repente, entrou a parte final e o pessoal perdeu o ritmo”, diz mais um torcedor.

A Orquestra Sinfônica Brasileira vai tirar a dúvida.

“A gente ouve a introdução, os 15 compassos iniciais da música, e depois você tem duas sessões: sessão A e a sessão B. Basicamente o que a gente tem é o início da sessão A com um corte no meio indo direto para a segunda parte da sessão B. Então dá aquela sensação de que você quer continuar cantando e não consegue porque na verdade você já entrou no final da segunda sessão do hino”, explica Pablo Castelar, da Orquestra Sinfônica Brasileira
.
A letra do Hino Nacional fala das belezas, das riquezas da nossa terra. A música, a melodia é ao mesmo tempo doce e forte, vigorosa. É impossível logo nos primeiros acordes a gente não sentir uma coisa diferente dentro do peito.

Na versão original ou na versão reduzida, que os acordes doces e vigorosos do hino sejam ouvidos muitas e muitas vezes para celebrar a glória do esporte brasileiro.

Essa questão do hino provoca controvérsia também em relação ao que diz a lei. O Jornal Nacional ouviu os argumentos de dois juristas que têm posições contrárias sobre o assunto.

“O que está acontecendo na Olimpíada com a execução do hino parcialmente é uma desobediência à lei e à própria Constituição Federal, que confere ao Hino Nacional qualidade de símbolo nacional”, afirma Manoel Peixinho, professor de Direito da PUC/RJ.

“Essa lei de 1971 traz regras bastante especificas, no entanto esse tipo de determinação não é compatível com a proteção de liberdade de expressão que está garantida na nossa Constituição de 1988”, diz Ivar Hartmann, professor de Direito da FGV/RJ.

O Comitê Olímpico Brasileiro informou que a versão do hino executada nas arenas respeita o limite de tempo, permite que o público cante a parte final e evita que o hino seja executado pela metade.

Do Jornal Nacional/TV Globo

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