Gêmeos prematuros são salvos de barco de migrantes e chegam à Itália

Gêmeos prematuros foram internados em um hospital em Palermo (Foto: AP)

Gêmeos prematuros foram internados em um hospital em Palermo (Foto: AP)

Os gêmeos prematuros que foram resgatados de um navio de migrantes, na segunda-feira (29), foram internados em um hospital em Palermo, na Itália. Tesfamamrim Merhawit, de 26 anos, natural da Eritreia, deu à luz os bebês durante a perigosa travessia.

A Guarda Costeira italiana resgatou 6,5 mil pessoas no Canal da Sicília, numa das maiores operações realizadas num só dia em 2016, na segunda-feira. No total, foram realizadas 40 operações de resgate na segunda-feira (29) no Mediterrâneo.

No domingo (28), a Organização Internacional para as Migrações (OIM) elevou para 332.914 o número de migrantes que conseguiram chegar à Europa pelo Mediterrâneo em 2016, por rotas diferentes.

Tesfamamrim Merhawit deu à luz os bebês durante a perigosa travessia (Foto: Maurizio Bellavia/AP)
Tesfamamrim Merhawit deu à luz os bebês durante a perigosa travessia (Foto: Maurizio Bellavia/AP)

Segundo dados da agência da ONU para refugiados (Acnur) e da Guarda Costeira, 112,5 mil pessoas chegaram à Itália neste ano, número pouco abaixo dos 116 mil registrados no mesmo período do ano passado.

Em julho, a OIM anunciou que o número de mortos nas travessias a partir da costa da Líbia já supera os 3 mil. “Esse é o período mais curto em que chegamos a essa marca, em 2014 isso ocorreu em setembro, e em 2015, em outubro”, afirmou o porta-voz da organização Joel Millman.

A OIM considera a rota marítima entre o norte da África e a Itália como a “mais mortal para os migrantes que buscam uma vida melhor”.

Em junho, a União Europeia (UE) expandiu as operações de repressão ao tráfico de pessoas no Mediterrâneo, que incluíam o treinamento da Guarda Costeira da Líbia.

O ministro italiano do Exterior, Angelino Alfano, afirmou que os chamados migrantes econômicos somam 60% das 154 mil chegadas no ano passado. Ele ressaltou que a Itália e os demais países da UE “não podem acolher a todos”.

Após o fechamento da chamada rota dos Bálcãs, a travessia do Mediterrâneo voltou a ser um dos meios mais utilizados pelos que tentam chegar à Europa.

Operações de resgate foram realizados na segunda-feira (29) no Mediterrâneo (Foto: Emilio Morenatti/AP)
Operações de resgate foram realizados na segunda-feira (29) no Mediterrâneo (Foto: Emilio Morenatti/AP)
Do G1, com agências de notícias

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