Cerca de 50 mil metros de linha cortante são apreendidos em fábrica clandestina, em MG

A Polícia Civil apresentou, nesta terça-feira (8), os detalhes de uma operação que fechou uma fábrica clandestina de linha chilena, apontada pela corporação como a maior de Belo Horizonte. Cerca de 50 mil metros do produto, usado para soltar pipa e com poder de corte quatro vezes maior do que o da linha com cerol, foram apreendidos no local. Uma mulher, de 43 anos, que seria uma das responsáveis pela fábrica, foi presa em flagrante.

De acordo com o delegado Rodrigo Damiano, a investigação começou há cerca de dois meses, depois de vários incidentes com a linha chilena, como o que matou um garoto, de 5 anos, em Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

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“Havia informação de que há distribuição e venda dessa linha no centro da cidade. Então, a nossa missão era encontrar onde era a produção dessas linhas”, disse. Em junho, o MGTV mostrou como era possível comprar o material em um shopping popular da capital sem qualquer dificuldade.

Linha chilena é feita com pó de quartzo e óxido de alumínio (Foto: Raquel Freitas/G1)

Linha chilena é feita com pó de quartzo e óxido de alumínio (Foto: Raquel Freitas/G1)

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A fábrica clandestina funcionava havia cerca de três anos em um terraço sobre o imóvel onde mora a mulher detida, no bairro Vista Alegre, na Região Oeste da capital. Quando a polícia estourou o local, na tarde da última sexta-feira (4), as máquinas usadas para a fabricação do produto estavam em operação. Além das linhas e dos equipamentos, foram apreendidas substâncias usadas na produção – pó de quartzo e óxido de alumínio – e embalagens com cerol prontas para venda.

“Tinha três maquinários principais, que é onde a linha é colocada. O motor faz com que a roda gire, a linha preparada com cola, então, passa pelo pó de quartzo, transformando-se em linha chilena”, explicou Damiano. Ainda segundo ele, depois a linha é pintada para que fique mais atrativa para as crianças.

De acordo com o delegado, a dona da fábrica disse que não via problema em produzir a linha chilena. Após ser presa, ela foi levada para o Presídio de São Joaquim de Bicas, na Região Metropolitana, mas foi solta após pagamento de fiança neste sábado (5). De acordo com a Justiça, o valor da fiança foi fixado em meio salário mínimo, o que corresponde a R$ 468,50.

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Ela deve responder pelo crime de expor à venda produto nocivo à saúde. Conforme o delegado, a pena pode chegar a cinco anos.

“A gente já tem pelo menos uma pessoa, não só funcionária, mas dona do local também e pretendemos fazer a prisão dela”, acrescentou o delegado. As investigações também seguem para identificar os possíveis revendedores da linha produzida na fábrica.

Do Portal G1