Busca por submarino é como ‘procurar uma agulha no palheiro’, diz Marinha argentina

A frustrada busca do submarino argentino “ARA San Juan”, perdido há 23 dias no Atlântico Sul, é comparável a procurar uma agulha em um palheiro, afirmou nesta sexta-feira (8) o porta-voz da Marinha, capitão Enrique Balbi.




A embarcação que sumiu com 44 pessoas a bordo continua perdida e é procurada por navios da Armada (Marinha de guerra) em cooperação com Forças Armadas de outros países.

“Para ter uma ideia, é como procurar uma agulha em um palheiro”, disse Balbi na coletiva diária sobre o estado da busca.

Três embarcações irão inspecionar três novos “objetos” detectados com sonares em diferentes profundidades. No total há oito barcos nas operações.




“Prevê-se ampliar a zona circular, a área de maior chance de ocorrência, para o norte, que é o que o submarino teria feito em sua navegação direta para Mar del Plata”, seu porto, 400 quilômetros ao sul de Buenos Aires. O submarino se perdeu a cerca de 350 quilômetros da costa da Patagônia (sul).

O governo e a Armada já deram como mortos os marinheiros por considerar que a situação é extrema e que o submarino está no fundo do mar.

Mas os familiares continuam pedindo ao presidente Mauricio Macri e aos militares para que não deem como finalizadas as tarefas de um eventual resgate.

“Queremos ver os corpos, que os retirem, precisamos fazer o luto”, disse Yolanda Mendiola, mãe do tripulante Leandro Fabián Cisneros, de 28 anos, em frente à base naval de Mar del Plata.




“O (navio russo) Yantar está inspecionando um objeto a 940 metros. O alerta (argentino) Ilhas Malvinas está tentando visualizar um objeto a 830 metros. E o (americano) Atlantis, quando se reincorporar nesta sexta, analisará outro objeto a 770 metros”, disse Balbi. A busca abarca profundidades entre 200 e 1.000 metros, segundo o porta-voz.

Por France Presse