A nova febre mundial: ‘Pokémon Go’, pode também ser prejudicial, diz médica

O jogo de realidade aumentada 'Pokemon Go' é visto na tela de um smartphone em foto ilustrativa tirada em Palm Springs, na Califórnia, EUA

Espalhou-se muito mais rápido do que qualquer epidemia viral. Superou todos os microrganismos, viralizou com uma velocidade espantosa e acometeu pessoas nos cantos mais remotos do planeta.

Não há período de incubação: o contagio é reportado como imediato, transmitido essencialmente por um celular na palma das mãos. Não há preferência por idade, sexo, etnia ou cultura: todos podem “pegar”.

Os agentes responsáveis tem a forma de monstrinhos e  são  facilmente identificados no entorno das pessoas acometidas. Pertencem à família Pokémon, e já foram descritas várias espécies, de  diferentes formatos, cores e status.

Os sintomas iniciais são de euforia e agitação. Dá vontade de sair correndo pelas ruas, calçadas, parques, shoppings, praias, florestas, salas de aula ou cantos da casa para caçar os monstrinhos. Sabe-se que muitos deles se deixam fotografar. Acredita-se que esta nova “febre” pode fazer as pessoas acometidas perderem um pouco de peso.

No entanto, há uma complicação que se deve evitar: as pessoas acometidas podem sofrer  acidentes de percurso se não estiverem suficientemente atentas ao ambiente que as cerca. Especialistas recomendam especial cuidado para atravessar ruas ou para percorrer locais que ofereçam qualquer tipo de risco. Importante lembrar a todos que se deve olhar o caminho e não apenas a tela do celular.

Duas perguntas pairam no ar nos tempos de caça aos monstrinhos:

1. A “febre” “Pokémon Go” deve ser prevenida e evitada?

2. Pode causar algum efeito colateral indesejável no desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças?

O mundo eletrônico está aí, sem a menor chance de retrocesso. Ao contrário. O que mais desejamos é que progrida cada vez mais, trazendo mais conforto e agilidade para nossas vidas. Esse é o futuro, esse é o caminho que seguiremos, inexoravelmente, quer queiramos ou não. Portanto, essa “febre” não deve nem pode ser evitada.

Os eletrônicos podem, sim, ajudar o raciocínio lógico e espacial das crianças. É uma forma de linguagem imprescindível no mundo de hoje.

Foi uma sacada genial tirar as crianças do sofá e da frente de telas imóveis  e fazê-las  voluntariamente andar, correr e socializar com outros “caçadores”.

O melhor a fazer, sempre, é ensinar às crianças brincar com inteligência e principalmente com regras bem definidas quanto ao tempo em que se gasta caçando os monstrinhos. Estima-se hoje que o tempo de recreação com eletrônicos não deve ultrapassar 2 horas por dia, nas crianças em idade escolar.

Portanto, respeitados os limites do bom senso, não há razões para se evitar ou proibir a “febre” do “Pokémon Go”. Definidas as regras básicas, pode até estimular o desenvolvimento cognitivo e emocional na medida em que, como resultante, esperam-se momentos divertidos e animados que, certamente, contribuirão para o bem estar e consequentemente saúde de todos!

Do Bem Estar/TV Globo

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